Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

 

E depois o som quase inaudível

                Fez gritar o tumulto que não entristeceu

Dele brotou o quê do mundo seleccionado?

                O sopro que, estranhamente, emudeceu

 

E calar não será mais palavra de ordem

                Qual página que se ainda não se virou

O capítulo que continuava aberto

                Avançadamente no horizonte parou

 

E fracamente se fez sentir o colapsar  

                Mas francamente a si próprio se manteve

A não fácil transferência de mundos

                Que se assomou e impossível se conteve

               

E através do rodopio confuso e calmo

                Antítese que, se desiludida, não se auto-afirma

O espanto perante algo não experienciado

                Passeios desertos receptivamente se abismam

 

E a hora não indicada e sem relógio marca o passo

                Quiçá no mapa não deliberado deveras traçado

Onde não mais se lê nenhum título

                Nem palavra no folhear agora rasgado  



publicado por thoughtsandpoems às 16:10
Sábado, 18 de Junho de 2011

a noite pura e garantidamente caía

qual folha de árvore que não mais bulia

na quietude dos passos andantes em que nada se ouvia

 

o silêncio que por fim sofregamente raiou

no meio das montanhas longínquas,  afinal falou

sepulcral (inevitavelmente) não se intitulou

 

origem que submersa se auto-fragmentava

em sua confusão patente se distanciava

a - então assumida - condição divina já não perpetuava

 

glaciar de momentos marcadamente importante

afogando-se o cristal e o reflexo auto-cessante

irreversivelmente lá. diário. quietamente galopante

 

e a cor agora desmaiada dos olhos já sem brilhar

levaram a um caminho perdido não fascinante de trilhar

segue-se um portal de instantes diferente. para aprender. para salientar

 

 

 

 



publicado por thoughtsandpoems às 01:37
Terça-feira, 07 de Junho de 2011

 

Terminou

Ver os teus sorrisos na nossa relação

A intensidade da nossa partilha

O bater sincronizado do nosso coração.

 

Terminou

A nossa osmose perfeita

A nossa cumplicidade

Outrora bem eleita.

 

Terminou

A nossa mútua luminosidade

O riso em conjunto

A borboleta da saudade.

 

Terminou

A ilusão e a imagem

A projeção do futuro juntos

Que agora nem é paisagem.

 

Terminou também

A angústia de não te ver, mesmo estando tu presente

Pois já nessa altura sem me aperceber

A tua essência estava longe... já ausente.

 

Não terminou...

Vejo agora o meu próprio recomeçar

Os meus amigos, os meus pais, os meus alunos

Sou eu... são vocês o meu continuar! 



publicado por thoughtsandpoems às 10:50
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