Domingo, 12 de Dezembro de 2010

 

I

 

Esperei.

Não (des)esperei

Sim… dinamizei

 

Senti alguma ansiedade

Ao pensar no e-mail sem idade

Talvez fosse chegar com (in)actividade

Suposição porque foi prometido

Não foi enviado nem recebido

Paciência quiçá ao inquirido

 

Esqueci o memorando

Que poderia eventualmente ir passando

E algo… eis senão quando!

 

Um inesperado telefonema

No meio de um semi-dilema

Não veio com véspera de esquema

 

Tal revelou-se uma surpresa

No comboio andante com destreza

Chegada eu a Lisboa, sua Alteza!

 

Já foi há mais de um mês

E o tempo o que fez:

A vida como um xadrez?

 

Não sei em que Língua estou a falar

Pouco importa isso do aprumar

Porque tu és, por ti, o proclamar…


 

II

 

Assim sendo, claro que me compreendes

Até mais – tu surpreendes!

 

O que as palavras podem pretender

Qual significado ao significante dar o querer

Só tem valor o que é a verdadeira intenção

E está dependente dela o tocares a minha mão…


 

III

 

O que os meus lábios proferem

Vai ao encontro do que é,

O acreditado

 

 

Não mais se sentiu a névoa

Pois veio o resgate do âmago,

Ao deitado


 

Na penumbra ténue, vacilante

Provavelmente bem-vinda

Do editado


 

Eu nada fazia nem faria

Se tão só e somente

Tivesse

Esperado



publicado por thoughtsandpoems às 19:41
mais sobre mim
Dezembro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


arquivos
pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO