Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

 

Poema / texto composto por 3 partes.

Dedicado a quem quiserem, dedicado ao… viver.

 

 I

Tenho tantas saudades tuas

Que nem no tempo penso

Queria estar contigo já hoje

Certeza, como o mar ser imenso…

E aqui estou… penso em ti

Qual chama que minha alma evoca

Se não te vejo, mas se te sinto

Porque se eleva o meu ego e se desloca?

 

Não sou eremita nem nómada

Sou quem quer que já estivemos

Ser-me-á concedido este desejo?

O tempo é aquilo que nós quisermos…

 

Oh… Quisesse eu mandar no mundo

E tudo seria tão diferente

Pudesse eu alterar uma vírgula que fosse

E estaria bem longe, mas não ausente.               

How could I?!

I never forget you

Not even for a single day

Do you miss me as I miss you?

 

 

 II

Tocando nas teclas do piano… Qual música suave que se eleva tão sublime...

Passando minha mão pelo teu rosto sem sequer o tocar, sem sequer me fazer notar… Ao mesmo tempo tão próxima… Tão tua…

E tu sentes. Sentiste. Não resististe. E eu… Que fraca fui eu ao esconder os meus sentimentos, as minhas sensações, o meu olhar especial para ti. Por vezes acontece.

Porquê?! Que ganhei eu com isso?! Nada. A não ser este vazio k me preenche agora a solidão ao pensar nas tantas… muitas… imensas palavras que ficaram por dizer, nas ondas de frases que queriam sair do mar profundo e encontrar a brisa suave e terna à tona da água, à beira-mar estendida, esperando o sol amanhecer, esperando o meu barco na praia, mas não consegui…

Ouvi sim o som de um olhar a chamar por mim e… quando abri os olhos… sim, eras tu. E sorrias… Não como sorriste da primeira vez que me viste, mas este sorriso era diferente, como afinal diferente é agora o nosso sentimento um pelo outro. E eu queria confessar-te uma coisa, mas mais uma vez fui demasiado fraca para o dizer e por isso escrevo para ti, viver.

Então começando: Eu tenho-te e considero-te como um ser divinal. Que afinal és. És tão lindo, tão inteligente, sábio, culto, fixe, educado, simpático, calmo, paciente, terno, bem-humorado, seguro, auto-confiante, tão infinitamente bom e presente, és tão meu amigo, és omnipotente e temos conversas tão nossas e momentos tão nossos, tão diferentes…

Também eu posso ser assim?

Meu Deus. Tu… Proporcionas-me a mim e a toda a humanidade horas infinitas de beldade e prazer, de serenidade e viver. E nós? Que te damos nós em troca?

És tão importante e tão especial és para mim que poderia estar aqui o dia todo e a noite toda a tentar descrever-te…

Mas não chegariam as páginas de todos os cadernos, nem as folhas de todas as árvores nem o espaço todo de um infinito pergaminho ou os caracteres do melhor laptop existente. Porque tu és assim, único, para mim.

E naquele dia estivemos tão próximos. Qualquer dia serve. Pensem bem. Não como da primeira vez, interrompidos por conversas mundanas. Desta vez, foi, também ela, diferente.

Estamos próximos na partilha de momentos reais e surreais, na vivência de risos e sorrisos como há muito eu não tinha, num ambiente puro, terno e tão nosso que os segundos orgulhar-se-iam de si próprios para todo o sempre se tivessem tido a ousadia de ter parado nesse momento… Stop!

Os relógios ficariam tão mais sóbrios se não andassem às voltas feitos tontos como andam sempre e sem rumo nem destino.

As horas e o tempo agradecer-nos-iam e partiriam para outro planeta para o qual já desejaram ir e deixar ou levar estes seres (chamados humanos e nos quais (in)felizmente me incluo) que tanto correm sem saber para onde vão…

E assim ficaríamos nós… só nós… a sós… onde pudéssemos estar agora… só os dois. E assim poderia sussurrar-te ao ouvido aquilo que queria dizer-te e não consegui, aquilo que querias ouvir e não me pediste, aquilo que é tão verdade como eu estar aqui, agora e há um tempão para ir dormir porque estou cheia de sono e não consigo parar de escrever e de, assim, querer dizer que…

 

III

Bola de cristal k relevas mas não revelas o meu ser… o teu ser… o nosso ser. Sim! E tu pediste-me para eu repetir! E eu adorei! E por isso repito: numa relação existem 3 entidades diferentes: o eu, o tu e o nós. Como é belo o nosso nós se assim todos o quisermos. Eu quis, mas era eu a única e tal não é possível...

A água que o repuxo deita, refresca um pensamento mais ousado meu, se ele quiser aparecer, mas eu não sei se é isso que eu quero. Deixa-o surgir e fluir!!

Nasci, permitiste-me tal. Escolheste bem a minha querida mãe e o meu querido pai para poder vir ao mundo. E aqui estou. Filha dos melhores pais do mundo mas nem sempre a melhor filha como eu tanto gostaria de ser. Vou trabalhar mais para isso.

Deus meu, infinitamente bom, presente e meu amigo. Obrigada.  

Finalmente, passado tanto tempo, tantos pensamentos e momentos, tantos sonhos e pesadelos  a dormir e acordada, eu estava finalmente… Livre. Sem ninguém para quem ir, sem ninguém para me atormentar, controlar ou manipular. Tu és precisamente o oposto de tudo isso, de tudo o que é mau, porque Tu reúnes em Ti e reina em Ti tudo o que é bom, de bem e de positivo e por isso sempre me respeitaste e elogiaste… E eu agradeço-Te tanto isso. Tanto…

Tu querias que nos tornássemos um só. E eu também.

E como recordo já com saudade aqueles momentos tão teus que parecia que me pertenciam…!! E isso não basta para te sentir meu? Cá estou eu... Também eu te olhava… E todos esses microcosmos estão inseridos num macrocosmos que é o Amor, ou será o inverso? Fico sem saber. Diz-me tu, viver.

 



publicado por thoughtsandpoems às 01:49
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